Um dom de Serviço

A nossa comunidade paroquial de Paço de Arcos vive um tempo de particular graça. A ordenação de um Diácono Permanente não é apenas um evento solene; é um dom de Deus para toda a comunidade, um sinal visível de que a Igreja é, na sua essência, servidora.

Mas qual é a importância específica deste ministério no meio de nós? É fundamental compreender que o diácono não é um “padre auxiliar” nem apenas um leigo empenhado. O Diaconado é um grau próprio do Sacramento da Ordem. Enquanto o sacerdote se configura a Cristo “Pastor”, o diácono configura-se a Cristo Servo.

A palavra diácono vem do grego diakonia (serviço). A sua presença no altar recorda-nos permanentemente que Jesus “não veio para ser servido, mas para servir”. Para a nossa Paróquia, o diácono será a memória viva de que a liturgia deve levar-nos, inevitavelmente, ao amor concreto e às obras.

O ministério diaconal sustenta-se num tripé fundamental de serviço:

A Mesa da Palavra: Cabe ao diácono proclamar o Evangelho na Missa, pregar e instruir os fiéis. É o arauto da Boa Nova nas realidades concretas da nossa terra.

A Mesa da Liturgia: Assiste o bispo e o padre na Eucaristia, é ministro ordinário do Batismo, assiste aos Matrimónios e preside às exéquias. Ele traz as necessidades do povo ao altar e leva a graça dos sacramentos ao mundo.

A Mesa da Caridade: Esta é a “alma” do diaconado. Historicamente instituídos para cuidar dos órfãos e viúvas, em Paço de Arcos o diácono terá a missão de zelar pelos mais frágeis, doentes e solitários, garantindo que a caridade da Igreja é proximidade real.

Uma riqueza do Diaconado Permanente é o facto de, na sua maioria, ser exercido por homens casados e com profissão civil. Este “pé duplo” — no presbitério e na vida secular — torna o diácono uma ponte única. Ele conhece, por experiência própria, os desafios das famílias de Paço de Arcos: o trabalho, a educação dos filhos, a gestão do lar. Ao vê-lo servir no altar, recordamos que a santidade é possível no meio da vida quotidiana. Ele santifica o mundo do trabalho a partir de dentro.

Receber um diácono permanente é um convite a sair do comodismo. Ele será os braços da paróquia estendidos aos que se sentem afastados e os olhos da Igreja onde o sacerdote não consegue chegar.

Acolhamos este novo ministro com oração e espírito de colaboração. Que a sua ordenação renove em todos nós — leigos e sacerdotes — o desejo de servir.

Rezemos pelo nosso novo Diácono, o Eduardo, para que o seu serviço seja fecundo e nos ajude a caminhar, juntos, rumo à santidade.

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